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quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma ano no Alemanha

Ontem fez exatamente um ano que cheguei em Munique. Um ano na Alemanha. Passa rápido!

E quando a gente pensa que o inverno tá acabando... Acontece isso:

(vista da janela de casa, minha bicicleta tá ali no meio daquele branco todo)

Ando tendo problemas bizarros no site do Banco do Brasil. Quando tento movimentar dinheiro da minha poupança para qualquer conta corrente (a minha própria ou de terceiros) aparece essa mensagem:

Problema na execução de sua solicitação... NO MOMENTO, ESTA TRANSACAO DE TRANSFERENCIA NAO PODERA SER REALIZADA NO AUTOATENDIMENTO INTERNET. PARA REALIZA-LA PROCURE UM CAIXA ELETRONICO. (G999-501)


Procurando pelos fóruns percebi que mais gente anda tendo esse problema depois que o BB mudou o sistema de segurança (tirou o teclado virtual e o cadastramento de computadores). Pelo que li, até agora o problema não tem solução. Como não dá pra ligar pra 0800 (SAC/Ouvidoria) de fora do Brasil ou do Skype, o jeito é esperar e ficar alugando o gerente da minha agência. :/

Assisti recentemente District 9 e também Precious. Ambos muito bons! São pesados (principalmente Precious) mas imperdíveis. E pra quem acompanhou o Oscar e ficou sabendo do bafafá da primeira mulher a ganhar o prêmio de Melhor Diretor (e de quebra o prêmio de Melhor Filme), The Hurt Locker é muito bom também. Achei o filme com um retrato atípico da guerra e de seus combatentes e também um tom nada ufanista como estamos acostumados a ver nos filmes hollywoodianos. Recomendo os três.


Fui! ;)

domingo, 26 de julho de 2009

Vampiros

Sempre achei que eu não era nenhuma fã ávida por histórias envolvendo vampiros porém nos últimos anos tenho visto vários filmes ou seriados relacionados a esse tema e tenho gostado muito. Nessa semana vi um filme sueco lançado ano passado muito bom (indicação do Dinz, valeu!) que trata da amizade entre duas crianças de 12 anos sendo que a menina é uma vampira e o garoto, humano. O filme passa longe das historinhas bregas, non-sense ou água com açúcar. Pra quem ficou acostumado com Buffy, Angel ou os filmes/livros da série Twilight, esse filme difere muito pela seriedade, honestidade e veracidade com que o tema da amizade dos dois é tratado. Mesmo tendo crianças como personagens principais, o filme tem cenas bem violentas mas não deixam de ser coerentes com a história. E o que achei impressionante no filme é o retrato da sinceridade da afeição entre o menino (Oskar) e a garota (Eli). A trilha sonora é praticamente inexistente o que faz a gente ouvir os sons dos acontecimentos o tempo todo dando uma sensação interessante de proximidade. Recomendo. O nome é Let The Right One In. O trailer vai logo abaixo.



Outra coisa com vampiros que altamente recomendo é o seriado True Blood. Já falei dele aqui antes mas de qq forma vale a pena reforçar. História de vampiros pra gente grande. :P

Trailer da primeira temporada:


Trailer da segunda temporada:


Falando em seriados e saindo do tópico de vampiros... fiz uma super maratona pra assistir Weeds até o episódio mais recente da 5a temporada. Só digo uma coisa: fantástico! Mary-Louise Parker e Elizabeth Perkins estão não-convecionalmente engraçadas! E apesar do seriado falar sobre uma dona-de-casa que resolve ser traficante de maconha pra sustentar a casa e os dois filhos depois que o marido morre, ou seja, politicamente incorreta, os personagens tem jeitos muito particulares de mostrar como certas convenções atuais são tortas. Humor do bom e inteligente.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Religião/Intolerância

Antes de mais nada, não sou uma pessoa religiosa. Os conceitos de deus e diabo pra mim não fazem sentido portanto esse tipo de ameaça (ir pro inferno) ou recompensa (ir pro céu) não se aplica no meu caso. Apesar disso, respeito as religiões pois sei que, em sua maioria, servem de orientação e suporte para muita gente.

Porém, considerando que muitas pessoas (mesmo!) ao redor do mundo justificam atos de intolerância baseados em "justificativas" religiosas, acho interessante a leitura do texto presente no link abaixo desmistificando muitas afirmações errôneas que dizem ser tiradas da bíblia.

http://www.soulforce.org/article/homosexuality-bible-gay-christian

Assistindo Milk esses dias, percebo o quão recente vemos histórias de desconhecimento no âmbito das orientações sexuais que não heterossexuais. Ainda pior, além da desinformação, infelizmente ainda há tb atos de violência explícita sobre essas minorias.

É revoltante pensar que até umas décadas atrás esse tipo de problema acontecia com os negros ou mulheres, por exemplo, nas questões de falta de direitos civis e desrespeito ao ser humano. Até me lembrei desse ótimo e atemporal filme (Guess Who's Coming to Dinner) mostrando que as pessoas podem até se dizer sem preconceito, até o momento em que o "teste" bate na sua porta.

Apesar ainda da existência (velada ou não) do preconceito contra a mulher ou contra o negro ou contra o judeu ou contra nordestino que seja, todos eles ainda possuem seus direitos civis. O que obviamente não acontece com os gays nem no Brasil, nem nos EUA nem em muitos outros lugares.

O profundo preconceito enraizado nessas sociedades faz com que as pessoas tenham uma visão bem distorcida do que é um homossexual ou bissexual ou outra variação nas questões de afetividade e identidade própria de uma pessoa qualquer. E o pior, é que baseado em estereótipos furados são justificados de forma hipócrita o barramento dos direitos de se casar e constituir família, por exemplo.


Vi um texto irônico muito bom um tempo atrás contrapondo os absurdos sobre o casamento gay:
  1. Homosexuality is not natural, much like eyeglasses, polyester, and birth control are not natural. [assim como remédios, ar condicionado ou celulares]
  2. Heterosexual marriages are valid because they produce children. Infertile couples and old people cannot get legally married because the world needs more children. [alguém já viu um casamento impedido por causa disso? aliás, alguém já viu qq pessoa questionando isso a um casal heterossexual?]
  3. Obviously gay parents will raise gay children because straight parents only raise straight children. [realmente! de fato!]
  4. Straight marriage will be less meaningful, since Britney Spears's 55-hour just-for-fun marriage was meaningful. [ou aquele casamento ao final do programa The Bachelor(ette) depois do "test-drive" em 25 mulheres(homens) é um fantástico exemplo de relacionamento!]
  5. Heterosexual marriage has been around for a long time, and it hasn't changed at all: women are property, Blacks can't marry Whites, and divorce is illegal. [pois é. devíamos voltar com o apedrejamento]
  6. Gay marriage should be decided by the people, not the courts, because the majority-elected legislatures, not courts, have historically protected the rights of minorities. [ahã. que nem diria um certo Milk, temos que compadecer 90% da população - e muitos desinformados - para que se preocupem com os 10%]
  7. Gay marriage is not supported by religion. In a theocracy like ours, the values of one religion are always imposed on the entire country. That's why we only have one religion in America. [ninguém aqui tá brigando pra casar na igreja. casamento civil. CIVIL!]
  8. Gay marriage will encourage people to be gay, in the same way that hanging around tall people makes you tall. [ah é. certamente. é contagioso, não sabia?]
  9. Legalizing gay marriage will open the door to all kinds of crazy behavior. People may even wish to marry their pets because a dog has legal standing and can sign a marriage license. [pq as pessoas insistem em justificar a proibição do casamento gay com um aburdo desses? união entre duas pessoas adultas, não interessando o gênero delas. não é tão difícil assim... precisa desenhar?]
  10. Children can never succeed without both male and female role models at home. That's why single parents are forbidden to raise children. [de que livro dos anos 40 tiraram isso?]
  11. Gay marriage will change the foundation of society. Heterosexual marriage has been around for a long time, and we could never adapt to new social norms because we haven't adapted to cars or longer lifespans. [tinha me esquecido que a natureza e a sociedade não evoluem...]
  12. Civil unions, providing most of the same benefits as marriage with a different name are better, because a "separate but equal" institution is always constitutional. Separate schools for African-Americans worked just as well as separate marriages will for gays & lesbians. [pq conceder todos os direitos quando vc pode conceder só metade? alguém aqui acha justo ter que lutar na justiça, gastar tempo, dinheiro e disposição pra que te façam um "favor" e abram excessão em um direito que já deveria ser seu desde o começo? leiam isso aqui antes de endossarem uma muleta dessas...]
Só pra finalizar pois escrevi bem mais do que planejava, não existe "coisa de gay". Aliás, existe. Um homem gostar de um homen é coisa de gay. Uma mulher gostar de outra mulher é coisa de gay. Só isso. Qual é o mistério?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Data da viagem, visto e seriados

Rá! Marquei a data da viagem! Dia 9 de março estarei embarcando rumo à Alemanha. ;)

Me ligaram hoje da embaixada alemã pra avisar que meu visto foi aprovado. Oh yeah! Tudo correndo bem até agora (que continue assim!).


Depois de terminar a primeira temporada de True Blood (recomendo!), assisti os episódios lançados de United States of Tara (muito bom!) e os caps iniciais da atual única temporada de In Treatment.

O interessante de In Treatment é que em cada episódio é mostrada uma sessão de psicoterapia com um paciente diferente então nos 5 dias da semana são mostradas 5 sessões não relacionadas (a princípio), incluindo a do próprio Paul (Gabriel Byrne), psicoterapeuta e protagonista da série (sim, ele se consultando com outra pessoa, claro!). É uma série de meia hora porém com mais de 40 capítulos dado que cada episódio é uma sessão/semana de um certo paciente. Um dado interessante sobre esse seriado é que o desenvolvedor/produtor dele é o Rodrigo García, filho do colombiano Gabriel García Márquez. O Rodrigo García escreveu e dirigiu um filme que gosto muito chamado Coisas que Você Pode Dizer Só de Olhar para Ela.

Já USoT eu gostei pq além da Toni Collette ser ótima, é um seriado curtinho (meia hora) e mostra uma família interessante. Existem 4 pessoas na casa: a mãe, Tara, o marido e um casal de filhos (a mocinha é rebelde sem causa e o garoto é um adolescente gay bem prendado e ajustado). Até aí é bem normal mas o tcham do seriado é que a Tara tem um distúrbio de personalidade que faz brotar mais 3 personalidades: T, uma adolescente bem imatura; Buck, um cara (sim!) bem tosco; e Alice, a dona-de-casa perfeitinha (a la Bree de Desperate Housewives que eu NÃO assisto). O intrigante é que quando um dessas outras personalidades aparecem, as pessoas acabam tratando realmente como uma pessoa completamente diferente da Tara (o que de fato é verdade por certos aspectos). Ah, e o produtor executivo da série é um tal de Steven Spielberg... peixe pequeno! E a criadora da série é a Diablo Cody, uma ex-stripper que ganhou um Oscar pelo roteiro original de Juno.

In Treatment já foi renovada para uma 2a temporada esse ano, USoT acabou de começar a ser trasmitida (está no 4o cap) mas parece tb que tem futuro. Vamos aguardar. Particularmente recomendo as duas. :)

É isso... me empolgo com esses assuntos. :P

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Acontecimentos da semana

Acontece que eu me formei no mestrado hoje! Rá! Oh yeah! Agora falta revisar a dissertação e concentrar nos preparativos pra viagem e doutorado. ;)

Massa! :)
Outra coisa menos nobre que a notícia acima :P é que eu assisti a primeira temporada de True Blood (12 eps) e é muito bom! Quando vi os personagens nas imagens do site oficial não pensava que pudesse me divertir tanto. Menção honrosa para o personagem Lafayette, que figura. As personagens Tara e Sookie (Anna Paquin, realmente ótima no papel) tb tem várias tiradas engraçadas. Normalmente eu não tenho problemas com seriados ou filmes sobre vampiros (assisti Twilight e Underworld, gostava de Buffy e Angel) mas sei que é um assunto que repele muita gente. Contudo, esse seriado leva a história num contexto e tom bem diferente. Ah, destaque para a trilha sonora fantástica. Na abertura tem um blues du bão! Vale a pena conferir.

Bem, ainda não consegui assistir A Troca no cinema. Quero ir com minha mãe mas ela fica de bronca pq acha que o filme é muito triste. Conversa! :P Dizem que a Angelina Jolie realmente está bem no papel principal. Vou tentar assistir o filme qq dia desses. I'll let you know.

Take care! ;)
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